CONHECENDO AS ESPÉCIES DO MARAPENDI : CAPIVARA

A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), mamífero também conhecido como capincho ou carpincho, é o maior animal entre os roedores. Pode chegar até 80 kg e 1,20m de comprimento. Sua pelagem é rala e grosseira, de cor castanha. Seus dentes incisivos medem 1 cm de largura e podem chegar a 7 cm de comprimento, pois apesar de serem frequentemente desgastados (devido ao hábito das capivaras de roerem troncos e pedras), eles não param de crescer.

Sendo herbívoro, alimenta-se de capins e ervas, comuns em várzeas e alagados, e também de algumas plantas aquáticas.

O animal, encontrado em certás áreas das Américas do Sul e Central, costuma viver em regiões às margens de rios e lagos, usando a água como refúgio dos predadores, já que são exímios nadadores e conseguem ficar até 20 minutos submersos.

As capivaras vivem em média de 15 a 20 anos, em bandos de até 30 indivíduos.A reprodução das capivaras ocorre o ano todo e uma fêmea costuma gerar, em cada gestação (que varia de 119 a 125 dias) de 2 a 8 filhotes.

A carne da capivara, que se assemelha em sabor a carne do porco, é muito apreciada, o que muitas vezes transforma este animal em alvo da caça predatória. A criação de capivaras em cativeiro para aproveitamento da carne e couro do animal entra nessa questão como substituto da caça predatória. Muitos estudos foram realizados, e atualmente há várias criações que estão obtendo bastante sucesso.

CONHECENDO AS ESPÉCIES DO MARAPENDI : TIÊ SANGUE

O tiê sangue (Ramphocelus bresilius), também conhecido como sangue-de-boi, tiê fogo ou tapiranga, é encontrado apenas no Brasil, da Paraíba a Santa Catarina. Vive em áreas desmatadas ou em campos sujos, capoeiras baixas e restingas. 

Possui parte das asas, bico e cauda pretos. Uma característica importante no gênero Ramphocelus, e que ocorre exclusivamente no sexo masculino, é a calosidade branca reluzente na base da mandíbula. O macho dessa espécie tem plumagem de cor vermelho-vivo (motivo pelo qual originou-se o nome) enquanto a fêmea possui a plumagem, na região peitoral,de coloração voltada para o laranja/marrom (parda).

Apesar da beleza de sua plumagem, essa espécie não é considerada a de canto mais belo. A vocalização de chamada é muito dura. O canto é um gorjear melodioso e trissilábico, que costuma ser repetido sem pressa.

Alimentam-se principalmente de frutas, tendo predileção pelos frutos da embaúba, árvore característica da Mata Atlântica. No entanto não dispensam vermes, insetos ou pequenos artrópodes. 

A reprodução dessa espécie ocorre nas estações quentes do ano, e são colocados de 3 a 4 ovos, que com 18 dias eclodem e passam a viver com o grupo, que é composto no máximo por 10 indivíduos. A proporção de machos para fêmeas é 1:4.

É uma espécie vulnerável a caça e ao tráfico de animais em função de sua beleza.

CONHECENDO AS ESPÉCIES DO MARAPENDI : BORBOLETA DA PRAIA

A borboleta-da-restiga ou borboleta da praia (Parides ascanius) só pode ser encontrada no litoral do Estado do Rio de Janeiro. Foi a primeira espécie de inseto brasileiro a entrar na lista de espécies ameaçadas de extinção no Brasil.

A borboleta, que possui asas negras e brancas, com característica mancha rubra nas asas posteriores, em sua fase lagarta se alimenta de uma vegetação rasteira conhecida como jarrinha (Aristolochia macroura), à medida que as construções vão aumentando nas áreas litorâneas, a planta fica escassa e a borboleta da praia não tem como se alimentar, por isso é muito importante a preservação desse ecossistema, e por consequência da jarrinha e da borboleta da praia. A destruição de áreas de vegetação brejosa ou pantanosa em todo Rio de Janeiro é a principal causa da ameaça a essa espécie.

A lagarta da borboleta armazena substâncias tóxicas das folhas ou galhos, passando para os adultos, um excelente mecanismo de defesa, protegendo-as assim de seus predadores.

Conhecendo as espécies do Marapendi

Essa vai ser uma espécie de série, não muito extensa, onde serão apresentados um pouco sobre as espécies comuns avistadas pelos visitantes no Parque Natural Municipal Marapendi.
No parque, existem muitas espécies em extinção, e é importante tomarmos consciência de tudo que temos em nosso território, tudo que é nosso, é necessário que aconteça uma valorização, para assim preservarmos o nosso patrimônio.
Com essa curta série, pretende-se somar conhecimentos das espécies muitas vezes comuns no cotidiano do carioca, como o mico estrela, e outras nem tanto, como a borboleta da praia.
Enfim, tentaremos trazer um pouco do parque para cá. Esperamos que isso seja proveitoso para todos.