Lagoa de Marapendi (Créditos : Paulo Queiroz Ribeiro)

Lagoa de Marapendi (Créditos : Paulo Queiroz Ribeiro)

Praia da Barra da Tijuca e Lagoa de Marapendi

CONHECENDO AS ESPÉCIES DO MARAPENDI : CAPIVARA

A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), mamífero também conhecido como capincho ou carpincho, é o maior animal entre os roedores. Pode chegar até 80 kg e 1,20m de comprimento. Sua pelagem é rala e grosseira, de cor castanha. Seus dentes incisivos medem 1 cm de largura e podem chegar a 7 cm de comprimento, pois apesar de serem frequentemente desgastados (devido ao hábito das capivaras de roerem troncos e pedras), eles não param de crescer.

Sendo herbívoro, alimenta-se de capins e ervas, comuns em várzeas e alagados, e também de algumas plantas aquáticas.

O animal, encontrado em certás áreas das Américas do Sul e Central, costuma viver em regiões às margens de rios e lagos, usando a água como refúgio dos predadores, já que são exímios nadadores e conseguem ficar até 20 minutos submersos.

As capivaras vivem em média de 15 a 20 anos, em bandos de até 30 indivíduos.A reprodução das capivaras ocorre o ano todo e uma fêmea costuma gerar, em cada gestação (que varia de 119 a 125 dias) de 2 a 8 filhotes.

A carne da capivara, que se assemelha em sabor a carne do porco, é muito apreciada, o que muitas vezes transforma este animal em alvo da caça predatória. A criação de capivaras em cativeiro para aproveitamento da carne e couro do animal entra nessa questão como substituto da caça predatória. Muitos estudos foram realizados, e atualmente há várias criações que estão obtendo bastante sucesso.

Parque Natural Municipal de Marapendi (Crédito: Divulgação)

Parque Natural Municipal de Marapendi (Crédito: Divulgação)

Bosque da Barra (Crédito: Júlio Dias)

Bosque da Barra (Crédito: Júlio Dias)

CONHECENDO AS ESPÉCIES DO MARAPENDI : TIÊ SANGUE

O tiê sangue (Ramphocelus bresilius), também conhecido como sangue-de-boi, tiê fogo ou tapiranga, é encontrado apenas no Brasil, da Paraíba a Santa Catarina. Vive em áreas desmatadas ou em campos sujos, capoeiras baixas e restingas. 

Possui parte das asas, bico e cauda pretos. Uma característica importante no gênero Ramphocelus, e que ocorre exclusivamente no sexo masculino, é a calosidade branca reluzente na base da mandíbula. O macho dessa espécie tem plumagem de cor vermelho-vivo (motivo pelo qual originou-se o nome) enquanto a fêmea possui a plumagem, na região peitoral,de coloração voltada para o laranja/marrom (parda).

Apesar da beleza de sua plumagem, essa espécie não é considerada a de canto mais belo. A vocalização de chamada é muito dura. O canto é um gorjear melodioso e trissilábico, que costuma ser repetido sem pressa.

Alimentam-se principalmente de frutas, tendo predileção pelos frutos da embaúba, árvore característica da Mata Atlântica. No entanto não dispensam vermes, insetos ou pequenos artrópodes. 

A reprodução dessa espécie ocorre nas estações quentes do ano, e são colocados de 3 a 4 ovos, que com 18 dias eclodem e passam a viver com o grupo, que é composto no máximo por 10 indivíduos. A proporção de machos para fêmeas é 1:4.

É uma espécie vulnerável a caça e ao tráfico de animais em função de sua beleza.